Chego a uma praia linda, deserta de humanos, abro a sombrinha e estendo a toalha. Olho à minha volta e o que vejo entristece a minha alma, espalhado pelo areal e à beira do mar encontra-se lixo: garrafas de vidro e sacos e plásticos etc. material quase todo ela reciclável, deixado para traz pelo homem ou trazido pelo mar de outros lugares igualmente acto do humano. Pergunto-me o porquê, obviamente não se importam de deixar o lixo atrás, mas pergunto-me se ao voltar para aquele paraíso e de antemão sei que alguns voltam se não mexe com eles o facto de verem as praias poluídas. O facto é que mexe comigo por várias razões, será que o homem Não tem consciência do que esta a fazer? Será que não se dá conta que a Terra é um paraíso precioso e único? E que pertence a todos? Apesar de tudo peço ao Universo que os que assim agem se abram à consciência a um plano mais alto.
Em agradecimento a este maravilhoso planeta e a tudo o que nos dá e com a esperança que o meu acto invisível ao homem abra a consciência daqueles que “dormem” decido apanhar o lixo.
Não com esforço, rancor ou raiva mas sim sem esforço e com amor.
Defino uma meta mais ao menos X metros para cada lado da sombrinha, o que acho que consigo fazer. Começo pelo mais distante, e começo a aperceber-me que depois de várias idas e voltas que o lixo é mais do que parecia & torno-me consciente de uma lição de vida... A ideia tinha sido boa mas o plano de acção foi o melhor. Se tivesse começado pelo que estava ao meu redor (o mais próximo) iria apenas até onde seria suficiente por um dia, e ficar satisfeita.
By my lovely MUM Rebecca Ferrada